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Xô Zika
Reciclar, reaproveitar, reutilizar. Cuidar do lixo também é uma forma de prevenir dengue, zika e chikungunya
Reciclar, reaproveitar, reutilizar. Cuidar do lixo também é uma forma de prevenir dengue, zika e chikungunya
18/05/2018

O que não serve vai para onde? Para o lixo, não é mesmo? Mas você já pensou o impacto e os riscos que o lixo que você e todos nós produzimos juntos pode trazer? Escassez e esgotamento de recursos naturais, poluição do ar, da água e do solo são algumas das consequências do excesso de dejetos nas cidades.

Por tudo isso, o lixo é considerado um dos principais problemas ambientais, sociais e de saúde pública. Mas, por falar em saúde, há outro risco, o risco de proliferação do Aedes aegypti e, consequentemente, da dengue, da zika e da chikungunya. Como? Explicamos!

Você já deve saber que as fêmeas do Aedes aegypti colocam seus ovos em água parada. É natural, ao falar em água acumulada, se lembrar de grandes depósitos, como caixas d’água e tonéis, mas é importante não esquecer que a água também pode se acumular em pequenos recipientes e objetos, como latas e garrafas, que são rotineiramente jogados no lixo.

Ou seja, se o lixo não for tratado adequadamente ou recolhido, permanecerá no meio ambiente por tempo suficiente para funcionar como criadouro do transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. Por isso, apesar dos cuidados que você toma em casa, é necessário se preocupar, também, em dar um destino certo ao lixo, reaproveitando, reutilizando e reciclando sempre que possível.

Menos lixo, menos acúmulo de água, menos chances de proliferação do Aedes aegypti. Além disso, o reaproveitamento, a reciclagem e a reutilização de materiais inservíveis também minimizam impactos ambientais e podem ser fonte de trabalho e renda para muitas pessoas.

Mas reciclar, reutilizar e aproveitar? Para começar, é importante separar os resíduos comuns daqueles que podem ser reciclados. Atualmente, é possível reciclar os objetos feitos de metal, plástico, papel e vidro.

No caso dos metais, muitos produtos podem ser reaproveitados, sejam eles de alumínio, aço ou ferro. Embora possa não parecer, eles estão sempre presentes nas residências na forma de panelas, latas, grampos, parafusos, pregos, ferramentas, clipes e outros utensílios.

O mesmo vale para os plásticos. Além da garrafa pet, podem ser destinas à coleta seletiva embalagens que acompanham alimentos e produtos industrializados. O papel também é amplamente aproveitado na coleta seletiva, existindo apenas duas exceções: o papel carbono e o higiênico.

Já no caso do vidro, só o comum pode ser reciclado. Como vidros temperados e espelhos não podem ser reciclados, ficam de fora os objetos como boxes, louças e lâmpadas.

Para fazer a sua parte, procure o programa organizado de coleta de seu município ou uma instituição, entidade assistencial ou catador que colete o material separadamente e verifique quais são os materiais recebidos por eles.

Mas, atenção! É importante escolher um local adequado para guardar o lixo, seja para reciclagem ou não, até a coleta.

O que for destinado à reciclagem deve ser limpo. Para facilitar o armazenamento, você pode diminuir o volume das embalagens de plástico e alumínios amassando-as. As caixas devem ser guardadas desmontadas.

Já o lixo que terá como destino a coleta regular deve ser colocados em sacos que devem ser bem fechados. É importante, também, manter os sacos de lixo fora do alcance de animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana. Não jogue em terrenos baldios!

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